Campanha Internacional por um Salário
para o Trabalho Doméstico GREVE GLOBAL DE MULHERES 2001 26 Julho 2000 Queridas irmãs, Estamo-nos a começar a mobilizar para a 2ª Greve Global de Mulheres a 8 de Março de 2001. Verão pelo panfleto e curta reportagem que a 1ª Greve teve muito sucesso mulheres e raparigas em 64 países arranjaram algum tempo livre dos seus trabalhos assalariados e/ou não assalariados. As mulheres que tomaram parte na de 2000 estão já a planear uma Greve maior no próximo ano e a fazer o possível para que aquel@s que necessitem de aviso prévio (como alguns sindicatos) se involvam. A Greve de 2001 foca mais uma vez a enorme contribuição das mulheres e raparigas para todas as sociedades e todas as economias. Como tod@s sabemos, as mulheres fazem o mundo girar, cuidando de toda a população; mas 2/3 deste trabalho não é assalariado nem valorizado. Esta falta de reconhecimento económico e social é uma injustiça sexista fundamental desvalorizando as mulheres e tudo o que as mulheres fazem, o que mantem a maioria de nós na pobreza. A pobreza é a 1ª violência e é a origem de outras violências exercidas sobre nós a maioria de nós não tem dinheiro para fugir com @s noss@s filh@s de relações violentas. São-nos negados os recursos que necessitamos para nossa segurança e protecção. E embora algumas mulheres estejam agora em posições de liderança altamente remuneradas, a diferença entre os salários das mulheres e os dos homens é 25%-50% - e está a aumentar. Para resolvermos isto lançamos uma petição pela igualdade salarial internacional exigindo que o governo dos Estados Unidos deixe de permitir que as multinacionais paguem menos às mulheres em todo o mundo. Como dissemos no ano passado, não fazemos a Greve para o benefício de mais umas poucas mulheres. Sabemos que é um erro pôr todas as nossas esperanças em mulheres que nos imploram que as apoiemos, com a promessa de que atenderão às nossas necessidades quando subirem na hierarquia económica e política. Tal como as pessoas por todo o lado estão a acusar os governos de não nos representarem contra a ganância das empresas, nós acusamos a maioria das mulheres em posições de poder de agirem exactamente como homens com poder. As exigências da Greve foram actualizadas de forma a que nos representem melhor como mulheres e raparigas de vários sectores em todo o mundo diferentes etnias, nacionalidades, idades, salários, ocupações, (in)capacidades, preferências sexuais não apenas em cidades e vilas mas também em aldeias, onde a maioria de nós vive. As exigências da Greve pretendem ser uma referência que te ajude a exprimir as necessidades específicas da tua situação. Ao falar das necessidades das mulheres globalmente, essas exigências unem toda a gente que toma parte na Greve, e confere poder internacional a cada acção local. Mas esperamos que, independentemente do que destaques ou adiciones, divulgues TODAS as exigências. O panfleto da Greve em 2000 foi editado em 25 línguas * -- um feito fantástico que só foi possível com ajuda vinda de todo o mundo. Necessitamos urgentemente de traduções do novo panfleto. Se nos puderem ajudar contactem com a morada de Londres. É particularmente difícil difundir informação nas áreas rurais. Mas se as mulheres das aldeias e vilas da província nos enviarem as suas notícias, as mulheres das cidades (inclusivamente noutros países) podem fazê-las circular via email ou fax. Dessa forma, as que vivem nas cidades e vilas podem ajudar as que vivem em aldeias que têm poucos ou nenhuns recursos ou acesso aos media. A Greve 2000 foi um sucesso porque as mulheres foram extremamente imaginativas. Esperemos que a divulgação de actividades e a página web vos dêem ideias. Aqui estão algumas: t Visitar a nossa página web regularmente. Haverá informação actualizada em diferentes línguas. Se tiveres uma página web liga-a ´ nossa. t Enviar-nos a tua própria declaração com as razões porque farás a Greve. t Distribuir panfletos a vizinhos e familiares, na tua escola, universidade, associação, bairro, lavandaria, shopping centre, hospital, clínica t Angariar dinheiro para ajudar a cobrir as despesas de organizar a Greve. Custou-nos uma fortuna no ano passado, e não temos financiamento. t Participar em reuniões onde haja um grupo grevista (contacta-nos para saberes o endereço mais perto de ti) ou fazer saber, inclusive a amig@s, que estás interessada em formar um. t Ajudar a divulgar a Greve e as suas exigências contactando jornais. t Fazer uma faixa da Greve Global de Mulheres e usá-la em manifestações e eventos. t Pedir ao teu sindicato, associação estudantil ou outras organizações que aprovem uma resolução de apoio à Greve. t Preparar uma exposição sobre o trabalho que as mulheres fazem. A biblioteca ou associação da tua área podem ajudar-te a exibi-lo. Nós estamos a preparar uma sobre a Greve 2000 por favor envia fotos, desenhos, colagens, poemas, recortes de jornal t Começar a organizar um evento na tua comunidade, local de trabalho, igreja ou sindicato. Podes sugerir que a 8 de Março mulheres e raparigas: -parem de trabalhar por uma hora, 10 minutos o tempo que seja possível. -ponham uma vassoura à porta ou à janela de casa para fazer o seu apoio mais visível. -falem sobre os seus trabalhos, as suas vidas, as suas exigências. -façam com que as igrejas toquem os sinos em reconhecimento da contribuição social das mulheres. -peçam para se encontrarem com polític@s locais ou nacionais para expressar as suas queixas e apresentar as suas exigências. t Enviar as tuas notícias. Nós publicá-las-emos na nossa página web. t Explicar aos homens que conheces que a rede Payday Men's Network está a coordenar o apoio à Greve e que podem contactar com eles (ver o folheto anexo). Por favor, não te esqueças de nos enviar endereços email sempre que possível pois essa é agora a forma mais económica de comunicarmos. Poder às irmãs, para PARAR O MUNDO E MUDÁ-LO! Selma James *alemão, arábico, basco, bengali, catalão, chinês, croata, dinamarquês, espanhol, francês, gaélico, galego, grego, gujerati, haitiano, hindú, italiano, norueguês, português, russo, somali, sueco, tigrignam, turco, urdú. |