Haiti: sobrevivência e reconstrução

Haiti: sobrevivência e reconstrução

Faça o seu donativo as comunidades
auto-organizadas a través do
Fundo de Socorro de Emergência para o Haiti (HERF):

http://www.haitiaction.net/About/HERF/HERF.html

A maior parte da ajuda é desviada das comunidades auto-organizadas, habitualmente orientadas por mulheres, a favor das grandes ONG (organizações não governamentais). É principalmente por esse motivo que, seis meses após o mais devastador terramoto, água, alimentos, abrigo e medicamentos continuam escassos. Apenas cerca de 2% dos bilhões prometidos foram entregues.
 

FAÇA O SEU DONATIVO DIRETAMENTE ÀS ORGANIZAÇÕES POPULARES LOCAIS
Não haverá cortes administrativos.


O trabalho do Fundo de Socorro de Emergência para o Haiti (HERF)
com as comunidades auto-organizadas:

 

Desde o momento em que o terramoto sucedeu, o HERF permitiu que as equipes de enfermeiras e de médicos atingissem o setor de Port-au-Prince , e financiou clínicas de saúde móveis e escolas. Eles apoiam uma série de comitês de bairro em Port-au-Prince, habitualmente conduzidos por mulheres que têm provido abrigo, comida e água para pessoas desalojadas e para aqueles que nunca receberam nenhuma ajuda do exército americano ou da ONU. Estes são vizinhos que ajudam vizinhos, haitianos que ajudam haitianos, ativistas que ajudam ao apoio dos seus setores e das suas comunidades.

Walter Riley, representante do HERF assegura: “A nossa ajuda vai diretamente para os haitianos. Nós damos ajuda, não caridade; respeitamos o povo do Haiti e louvamos o seu compromisso de encaminhar a reconstrução da sua sociedade na sequência desse desastre. Trabalhamos no apoio ao Haiti desde os útlimos seis anos, não apenas desde há algumas semanas. Continuaremos o nosso trabalho muito tempo depois do Haiti ter virado as primeiras páginas. Esperamos que vocês estarão lá connosco. Agradecemos cada centavo, cada moeda, cada dólar.”

                              A situação no terreno.

Com uma resistência e coragem extraordinárias, o povo do Haiti luta para reconstruir o seu país apesar da ocupação militar e outras interferências de governos estrangeiros, corporações multinacionais, organizações não governamentais e a elite rica local que agarrou a catástrofe como uma “oportunidade de negócio”. Existem 40,000 organizações não governamentais no Haiti, o maior número de organizações não governamentais por cabeça em qualquer lugar do mundo. Haiti permanece ainda o país mais pobre no hemisfério ocidental.

Desde que começou a estação das chuvas, o povo descreve como passam as noites “domi pandye” (dormindo ficando em pé, bem direitos), por baixo duma cobertura de plástico por não haver espaço para que cada um fique abrigado e deitado, a água inundando as tendas. As pessoas vivem na lama 24 horas por dia, em campos em que quase não existem latrinas ou outros sanitários.
Calcula-se que 1,5 milhões de pessoas continuam desalojadas, enquanto as maiores instituições de apoio, incluindo a Cruz Vermelha e Serviços de Apoio Católico gastaram apenas uma percentagem minúscula dos biliões prometidos ao Haiti. Ajuda suficiente foi aumentada por grandes caridades para dar a cada família deslocada $37,000. Assim, porque continuam tantos a sofrer com fome e a viver sob abrigos tão precários?

A Fundação Aristide tornou-se num centro para o apoio médico, milhares de pessoas tendo procurado ali abrigo. Nos fóruns populares semanários massivos, 900 a 1500 pessoas, a maior parte de campos e implantações a volta de Port-au-Prince, e principalmente mulheres, discuta o futuro do seu país. Nem o governo Haitiano nem as Nações Unidas nem mesmo alguma organização não governamental reuniu as mulheres e os homens locais para ouvir os seus pontos de vista sobre a reconstrução do seu país.

Principais exigências dos fóruns da Fundação Aristide

Cozinhas comunitárias nos campos; empréstimos as mulheres para reiniciar o setor do comércio informal; propostas para manter o povo perto das cidades se querem ficar, ou re-coloção com o consentimento e a participação das pessoas; instalação de escolas móveis; e acabar com a pobreza que leva mulheres e meninas a prostituição para sobreviver. E o regresso do Presidente Aristide e da sua família.

Emitido por: www.globalwomenstrike.net  gws@globalwomenstrike.net
020 7482 2496
Informação: www.Haitisolidarity.net  info@haitiAction.org www.Aristidefoundation.net

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